AULA IV

Paramentos Litúrgicos

Desde a Era Mosaica, o Louvor a Deus consistia até nos mínimos detalhes, como ressalta o Livro do Êxodo quanto aquilo que viria a ser o Templo do Senhor, a Morada de Deus entre os homens, onde Moisés descreve: 

“Farão, pois, as vestes sagradas para Arão, teu irmão, e para seus filhos, a fim de me administrarem o ofício sacerdotal”  Êxodo 28,4 

E dessa forma a Igreja traz, de forma atualizada e configurada ao sacrifício de Cristo, as devidas vestimentas a serem utilizadas nessa celebração/participação do Santo Sacrifício. É indispensável que determinadas vestes (paramentos) sejam utilizadas nas celebrações que realizamos em memória de nosso Senhor. Todos aqueles que participam da Santa Missa, de alguma forma, seja espiritual ou corporal, estão trajados da maneira apropriada com os devidos paramentos para a preparação do sacrifício, desde os leigos, religiosos, até os ministros ordenados, como os Diáconos, Padres e Bispos, a fim de destacar a importância e o papel exercido por cada um dentro da celebração da Santa Missa. Vale relembrar que, a maioria dos paramentos litúrgicos alteram de cor, seguindo a variação de cores litúrgicas, conforme o tempo em que vivemos.

PARAMENTOS GERAIS 

Temos como paramentos gerais, ou seja, todos os clérigos podem usar, os seguintes paramentos: 

Túnica (ou alva): é a base de todo o parlamento litúrgico. Sua cor não altera conforme o tempo litúrgico. Ela sempre será branca. 

Cíngulo: é uma faixa amarrada por cima da túnica. Sua cor altera conforme o tempo litúrgico. 

Batina com sobrepeliz: o sobrepeliz é colocado por cima da batina. A cor dele não altera conforme a cor litúrgica.

PARAMENTOS DIACONAIS

 Os paramentos exclusivos aos diáconos são:

 Estola diaconal: Representa o sinal do serviço, uma espécie de faixa colocada por cima da túnica. Sua cor altera conforme o tempo litúrgico. 

Dalmática: Representa o avental do serviço, utilizado no Lava-pés da Última Ceia por Nosso Senhor. É usada por cima da túnica e da estola. Sua cor altera conforme o tempo litúrgico. 

PARAMENTOS SACERDOTAIS

 Estes paramentos são exclusivos a todos aqueles que se encontram a partir de Padre na hierarquia clerical da Igreja, isto porque todos possuem o múnus sacerdotal. São eles: 

Estola Sacerdotal: é uma espécie de cachecol jogado pelos ombros, representando o múnus sacerdotal exercido pelo padre na celebração da Santa Missa e demais sacramentos. Sua cor também varia com o tempo litúrgico. 

Casula Romana: É uma espécie colete usado por cima da estola sacerdotal e da túnica. Representa a Cruz do Cristo, carregada pelo celebrante enquanto está “In persona Christi” Sua cor altera conforme o tempo litúrgico. 

Casula Gótica: Também como a Casula Romana, representa a Cruz do Cristo, porém um modelo mais aberto cobrindo os braços. Muda de cor de acordo com o período litúrgico e é de uso obrigatório pelo celebrante.

INSÍGNIAS EPISCOPAIS

 Mitra: Representa a “Coroa da Justiça” descrita por São Paulo e também a autoridade do Bispo como detentor da Tradição e do Magistério, como Sucessor dos Apóstolos. 

Solidéu: Do latim, “Somente para Deus”, representa o sinal visível da conservação e consagração dos ministros ordenados, podendo ser usado pelos diáconos, sacerdotes e bispos, variando em cor de acordo com o grau do ministro. Geralmente mais utilizado a partir do Episcopado. 

 Báculo: Representa o múnus pastoral exercido pelos bispos, como sinal de que eles são responsáveis por apascentar tal rebanho do Povo de Deus. Pode ser utilizado também por Abades, Abadessas e Superiores Religiosos, como símbolo da missão destes que estão a frente de uma determinada comunidade religiosa. 

Férula: Diferente dos báculos que possuem a ponta curva, a férula possui uma cruz, que sempre é usada pelo Papa, representando o poder temporal e espiritual sobre sua Igreja.

Cruz peitoral: Nasceu com a perseguição cristã (o sinal da cruz). Os cristãos ampliaram o pequeno sinal da cruz que já existia, feito apenas na testa, e passaram a traçar pelo corpo todo. Com o tempo, foram sendo confeccionadas na forma que conhecemos hoje, para simbolizar a vitória sobre a morte que Cristo obteve.

 Anel Episcopal e Anel Cardinalício: significa aliança e fidelidade do sacerdote para com a Igreja. O bispo deve sempre usar, pois o anel possui o significado de selar o compromisso do clérigo com a Igreja. Há apenas um dia do ano em que não se pode usar o anel episcopal, que é na Sexta-feira Santa.

Anel do Pescador: É uma referência direta ao apóstolo Pedro, o primeiro Papa. Tem no anel seu nome pontifício cravado. Quando o pontífice morre, o anel é destruído.

Pálio: É uma espécie de colarinho de lã, com 6 cruzes (3 no apêndice frontal e 3 no apêndice traseiro) e simboliza a comunhão com a Igreja. É feito com pelo de lã para representar a ovelha perdida. Arcebispos, Cardeais e o Papa possuem. O Papa também pode usá-lo em sua forma oriental, conhecida como Pálio Omofório.

PARAMENTOS ADICIONAIS 

Capa Pluvial: Usado tanto dentro da Igreja (aspersão da água benta dentro da Missa, casamentos e missas solenes) quanto fora da Igreja (procissão de Corpus Christi). O Pluvial recebe também o nome de "Capa de Asperges" porque no Rito Tridentino, ele era usado pelo sacerdote para o rito de aspersão de água benta sobre o povo.

Véu Umeral: Manto retangular que o sacerdote usa sobre os ombros, ao dar a bênção com o Santíssimo ou ao transportar o ostensório com o Santíssimo Sacramento.