AULA IX
Funções do Presbítero no Apostolado: Santa Missa
É conhecido de que sempre, desde toda antiguidade, a humanidade tem buscado a forma perfeita de executar um rito louvor, penitência e ação de graças a Deus, e desde a Era Mosaica, esses fins eram divididos em vários rituais executados por todo o ano corrente.
Mas em Cristo, em seu Santo Sacrifício, reúne todos esses rituais em um único, com um fim específico de alcançar a Salvação da Humanidade sobre ele mesmo, e render ao Pai, uma eterna Ação de Graças, uma eterna Penitência e um eterno Louvor.
1346. A liturgia eucarística processa-se em conformidade com uma estrutura fundamental, que se tem conservado através dos séculos até aos nossos dias. Desdobra-se em dois grandes momentos, que formam basicamente uma unidade:
– a reunião, a liturgia da Palavra, com as leituras, a homilia e a oração universal;
– a liturgia eucarística, com a apresentação do pão e do vinho, a ação de graças consecratória e a comunhão. Liturgia da Palavra e liturgia eucarística constituem juntas “um só e mesmo ato de culto” (177).
Com efeito, a mesa posta para nós na Eucaristia é, ao mesmo tempo, a da Palavra de Deus e a do corpo do Senhor (178).
Trecho do Catecismo da Igreja Católica sobre a Santa Missa.
E como visto, apenas os ministros ordenados a partir do 2º grau da ordem é que são dignos de abençoar o pão e o vinho “a fim de que se tornem para nós, Corpo e Sangue de Cristo”.
E assim, daremos início as formações de como proceder a Celebração da Santa Missa. Lembramos que, também, como não somos ministros devidamente ordenados, não nos é incumbente “rezar a missa” com devidas intenções de consagrar ou realizar atos como o Cristo Sacerdote presente em cada Padre e Bispo legitimamente ordenado na vida real.
O intuito da Santa Missa em Minecraft é apenas o de Reunir a Comunidade em Ação de Graças pela Evangelização no mesmo ambiente virtual.
As Partes da Santa Missa
Ritos Iniciais
Saudação Inicial
Ato Penitencial
Hino de Louvor
Oração do Dia
Liturgia da Palavra
Primeira Leitura
Salmo Responsorial
Segunda Leitura
Evangelho
Homilia Profissão de Fé
Preces da Comunidade
Liturgia Eucarística
Apresentação das Oferendas
Prefácio
Oração Eucarística
Rito da Comunhão
Oração da Paz
Fração do Pão Comunhão e Ação de Graças
Oração Pós-Comunhão
Ritos Finais
Avisos à Comunidade
Benção final e despedida.
Ritos Iniciais:
Nos ritos iniciais estão fundamentados o início da celebração, e esta se inicia com a Procissão de Entrada, onde o celebrante, reunido com os demais ministros ordinários e extraordinários, caminha saindo da sacristia (na maioria das vezes, pelo corredor central da igreja) em direção ao altar.
Ao chegar no altar, o celebrante faz reverência ao altar, inclina-se e beija-o, representando o sinal da entrega do Cristo ao seu Santo Sacrifício.
Dirige-se á sede de onde presidirá a celebração, e saúda o povo com a Saudação Inicial.
Depois de saudar a comunidade, pode-se dirigir algumas breves palavras sobre a celebração do dia, e em seguida, convida todos a se reconhecerem necessitados da graça de Deus e inicia o Ato Penitencial, ao encerrar, ele absolve o povo.
Em seguida, o celebrante convida o povo ao Hino de Louvor, que pode ser omitido se a celebração ocorrer em dia de semana, ou nos tempos do Advento e Quaresma, ou em ocasiões onde não se é oportuno cantar o “Glória”, como em Exéquias ou 7º dia.
Independente da omissão ou não, o celebrante prossegue com a Oração do Dia ou a dita Coleta, onde o sacerdote apresenta, em primeiro momento, as primeiras intenções da assembleia ao Senhor.
Liturgia da Palavra:
O celebrante e os demais se sentam em seus lugares. Dirige-se ao ambão o leitor, seja ele um leigo, um religioso ou ministro ordenado presente na celebração, que faz a Primeira Leitura. Em seguida, prossegue-se o Salmo Responsorial, seja ele cantado ou recitado por outro leitor. Por fim, de acordo com a liturgia diária, pode ou não haver uma Segunda Leitura, também a ser proferida por um outro leitor. Em períodos de grandes solenidades, como na Vigília Pascal, em Pentecostes, no Corpus Christi ou outras festas solenes com liturgia própria, entre a Segunda Leitura e o Evangelho se canta a Sequência, uma espécie de canto referente a celebração.
Seguidamente, tendo ou não Segunda Leitura/Sequência, o diácono se dirige ao celebrante, e diante dele pede a benção para proclamar o evangelho.
Se não houver o diácono, o próprio celebrante, levantas-se e diante do altar, em baixa voz.
De toda forma, nos domingos e solenidades, o Evangeliário (ou livro dos evangelhos) é carregado em procissão solene com o incenso e duas tochas até o ambão, onde se é procedida a leitura do Santo Evangelho, como já explicado antes.
Ao final da proclamação, o diácono/sacerdote procede conforme o missal, encerrando a leitura e bendizendo o povo com o livro dos Evangelhos. Em seguida, inicia sua homilia, prefira-se que as homilias sejam feitas principal e preferencialmente nas celebrações dominicais, podendo ser omitidas ou feitas em forma breve durante o decorrer das celebrações diárias.
Ao final da homilia, o celebrante conduz a comunidade a professar sua fé através do Credo, seja a forma longa (Niceno-Constantinopolitano) ou a forma breve (dos Apóstolos), com obrigatoriedade aos domingos e nas festas e solenidades da Igreja.
Seguidamente, se for oportuno e de costume da comunidade local, pode-se fazer as Preces da Comunidade geralmente sob as recomendações do ritual da liturgia diária ou da festa, solenidade ou missa votiva celebrada no dia.
Liturgia da Eucarística:
O celebrante e os demais se sentam em seus lugares.
Se houver algum diácono ou outro sacerdote presente, dirigi-se ao altar e prepara as ofertas, conforme já mostrado nesta apostila, ou se não o próprio celebrante prepara o Ofertório.
Aos domingos e solenidades, após apresentar as ofertas, o celebrante incensa-as e juntamente, o altar e a cruz presente no presbitério, seja junto ao altar (Cruz Processional) ou na parede do presbitério.
Depois de incensar, o celebrante entrega o turíbulo ao turiferário ou ao diácono presente, que o incensa e seguidamente incensa os demais concelebrantes, e depois incensa o povo presente na celebração.
E diante do altar, o celebrante profere a Oração sobre as Oferendas, e depois de fazê-la, inicia a Oração Eucarística com o Prefácio, seja ele próprio da Oração, seja ele próprio da celebração dominical ou de solenidade/missa votiva que se encerra com a invocação do Santo (Santo é o Senhor, Deus do Universo), e por fim, o celebrante conduz a Oração Eucarística, sempre de uso de acordo com o indicado pelo missal ou rito próprio da celebração.
Na Oração Eucarística, o celebrante oferece as ofertas por toda a Igreja, pela sua unidade e pelos que a constituem, pelos vivos e falecidos, e pelo auxilio dos Santos para que todos os que participam do Santo Sacrifício possam participar com eles da Vida Eterna, e encerra invocando e oferecendo na Doxologia (Por Cristo, Com Cristo e Em Cristo…), enquanto eleva a patena e o cálice, com o auxílio do diácono presente ou de outros concelebrantes.
Rito da Comunhão:
Após a doxologia, o celebrante convida a comunidade local a rezarem juntos a oração do Pai-Nosso, que se prossegue em sua forma comum até “Mas livrai-nos do mal”, sem o Amém, onde o celebrante prossegue pedindo que o Senhor Deus livre-os de todo o mal, lhes dê a sua paz e que estejam todos sempre livres de todos os perigos, presentes e futuros.
Após isso, ele procede a Oração da Paz, onde pede que o Senhor dê a sua paz a sua Igreja, como desejado, encerrando com a saudação da paz (A paz esteja convosco…) Desejando a paz do Cristo ao povo, o celebrante fraciona o pão consagrado sobre o cálice, genuflete e adora, e durante a Fração do Pão, ergue o pão partido sobre o cálice e diz: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo…”.
Seguidamente, ele comunga do pão e do cálice, e preferencialmente toma a âmbula e vai distribuir a comunhão ao povo, enquanto os demais concelebrantes comungam diretamente do cálice e da patena e repartem a comunhão aos demais servidores do altar.
Enquanto se comunga, pode-se entoar algum canto ou antífona apropriados que se conduza ao momento de Ação de Graças pela comunhão realizada.
Após todos comungarem, os servidores do altar, juntamente dos diáconos presentes ou de demais concelebrantes, purificam os objetos utilizados e os organiza novamente na credência. Enfim se encerra o momento com a Oração Pós-Comunhão, feita pelo próprio celebrante, de pé, junto ao missal.
Ritos Finais:
Após a oração, todos se sentam e se for oportuno, fazem-se os avisos da comunidade, de preferência nas celebrações dominicais onde o povo se reúne em maior número. Ao final, se for preferível em dias de festas de padroeiro, novenas ou missas votivas, reserve-se ao espaço para as orações próprias das devoções celebradas no período.
Enfim, o celebrante encerra a celebração com a Bênção Final ou Oração sobre o Povo, despedindo o povo e desejando que todos sigam na Paz do Ressuscitado. Beija o altar e faz a reverência, saindo para a sacristia com os demais participantes do presbitério.
Demais instruções para a celebração da Santa Missa:
É conveniente que se utilize para o seguimento correto da celebração, o uso do Missal Romano (disponibilizado no dia desta formação) e da Liturgia Diária (de preferência do site “Pocket Terço”) Também convém que se for uma celebração específica, como Missa de Ordenação, Dedicação ou Festividade/Solenidade de algum Santo da Igreja, que se preste atenção se haverá algum folheto específico para acompanhar a celebração.
A leitura dos folhetos, com base nas mesmas divisões do Missal, devem ser lidos da seguinte forma:
Em preto, simplesmente: São as falas do celebrante.
Em negrito: São as respostas às falas do padre, pelo povo que acompanha a celebração.
Em vermelho: São as Rubricas; as instruções para a celebração.